terça-feira, 12 de julho de 2011

CONCURSO PÚBLICO PARA A POLÍCIA (Parte 3), por Lili

Nesta terceira parte, termino de contar a odisseia que foi o Concurso Público para Policial Civil do Distrito Federal.

Como já havia dito, toda noite eu lia um capítulo do livro de Willian Douglas; e recordo-me de uma dica supimpa: um capítulo sugeria que, alguns dias antes da prova, o concurseiro parasse de estudar e, se fosse possível, viajasse para espairecer. Bastariam uns quatro dias longe dos livros, como uma forma de conceder à memoria um tempo para que a informação se consolidasse.



 Lido isto, uma semana antes da prova, rumei para a Ilha Grande, em Angra dos Reis/RJ: primeiro viagem de carro até o Pier de Mangaratiba, depois balsa – lá, o único carro que transita é a viatura da Polícia Militar. Quando a balsa se aproxima da ilha, ela vai apresentando sua exuberância – essa paisagem foi um deleite para olhos fatigados pela leitura contínua. Dias de sol, praia e sossego, em Palmas, local mais tranquilo do que a Vila do Abraão, onde rola o burburinho dos turistas.


De volta para casa, no dia seguinte: Dia da prova.

Ao final, saí da sala um pouco zonza. Minha irmã e meu cunhado me apanharam na saída e perguntaram se fora bem na prova? Respondi que não sabia, porque não tinha a mínima ideia.

Alguns dias depois, conferi o resultado e... Passei!

Tratava-se da primeira fase. Um mês a frente tive que retornar a Brasília para a prova de redação. Com o primeiro resultado adquiri confiança porque a matéria de português – que constitui a ferramenta da redação – eu estudara muito. Mesmo assim, passei um mês só elaborando redações. Para minha surpresa o teste de redação não foi no molde tradicional. Constavam alguns textos para serem reescritos e interpretados.  Quando me deparei com os textinhos, chamei o fiscal, deduzindo que me entregaram um prova errada. Treinei tantas redações que esperava um tema para elaboração de uma. Ele respondeu que aquilo era a prova mesmo.

Foi muito mais fácil resolver os textos do que elaborar uma redação que envolve inúmeros aspectos. Concluí que a primeira prova fora demasiadamente difícil, o que excluiu tantos candidatos que os aprovados já correspondiam ao número de vagas, acredito que por esse motivo todos se saíram muito bem nessa fase.

O próximo passo seria o Teste Psicotécnico. Tudo certo.

Vista de Brasília - em formato de um avião.

Outra viagem a Brasília. Agora para o Teste Físico. Fiquei radiante, afinal só faltava a etapa lúdica: correr, saltar e fazer musculação. Na prova para a Polícia Civil, diferentemente da Federal, a mulher não necessita realizar o teste da barra-fixa, o que, aliás, poucas mulheres dão conta.

No dia do teste físico, soube que minha irmã e mais alguns amigos foram assistir nosso suplício,;lembro-me que corríamos várias voltas em uma pista e sempre que eu passava perto da plateia eu ouvia uma torcida fremente: “Lilian, Lilian”. Fiquei envaidecida e tive sucesso nos testes. Logo depois, pensei com 800 candidatos e o teste sendo em ordem alfabética, era muito provável que a torcida era dedicada às outras Lilians presentes. 

Estava há uns seis meses em função do certame e ainda faltava mais uma excursão a Brasília, agora para apresentação de exames médicos. Tudo certo nesta fase também.


Em seguida, posse e entrada em exercício com a expectativa de para que lugar do Distrito Federal seria lotada. Fui parar no Núcleo Bandeirante, cidade mais antiga da Capital Federal, e de criminalidade média para baixa. Nesta satélite, está situado até hoje, em forma de museu, o “Catetinho”, primeiro endereço de trabalho do presidente Juscelino Kubitschek. A área ainda abrange a “Candangolândia” cidade onde residem “Candangos” - trabalhadores que se aventuraram em construir a cidade - e seus descendentes.

Hoje curto ser Agente da Polícia Civil do Distrito Federal e atuo numa seção considerada “de frente” (Investigação de Homicídios), numa Cidade Satélite com criminalidade alta.

Às vezes, em viagem a minha terra, no Paraná (Lapa e Curitiba), algum parente desinformado comenta:

- “A Lilian é Policial Federal lá em Brasília”.

Corrijo na mesma hora: " – Ops, Agente da Policia Civil do Distrito Federal”.

Receber sua carteira e pistola foi o laurel, dessa jornada.


Lili

lúdico  1. Relativo a jogo ou divertimento. = RECREATIVO 2. Que serve para divertir ou dar prazer.

fremente adj 1. Que freme.2. [Figurado] [Figurado] Que vibra de comoção, de entusiasmo, de cólera.

laurel  s. m.1. Coroa de louros. 2. Galardão, prémioprêmio. 3. Homenagem. 4. Manifestação de aplauso.








8 comentários:

  1. uau,

    muito bacana tua saga do concurso.

    Espero um dia poder escrever sobre a aprovação na polícia. Hoje sou agente de trânsito aqui em Goiânia, mas o desejo mesmo é entrar para a Polícia

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  2. Oi Regina, em primeiro lugar, sua fotita está o máximo! Então, se quer entrar na polícia, mãos a obra... espero que a materia tenha lhe inspirado. Se for na PCDF, irei na sua formatura. Mas lembre-se sempre: "O rio que passa na minha terra é mais bonito que o rio Tejo, porque o rio Tejo não passa na minha terra." O seu trabalho no momento é importante para sociedade e para você !
    Um Beijo

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  3. Lili, eu vou cobrar hein?!!!

    e se a formatura for em BSB, mas nao da Civil, se for a Federal, vc vai tb?

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  4. Lili qual foi o cursinho preparatório q vc fez aqui em bsb? bjs...

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  5. Lili tudo bem? achei ótima sua saga.. heheehe to nessa vida tbm d muita ralaçao... entao queria saber qual foi o cursinho que vc se preparou aqui em bsb? bjos

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  6. Oi Natália, puxa desculpe-me a demora em responder... Pois é, na época eu fiz um curso no OB Cursos em Brasília mesmo. Mas já se vão alguns anos deve haver outros cursos interessantes... As apostilas da Vestcom tb são válidas. Boa Sorte!!!

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  7. Estou lendo o blog e esperando o dia para fazer a prova para a PMDF.
    Infelizmente no momento não posso fazer uma viagem, aliás,
    poucos concurseiros podem.
    Enfim, continuar estudando ate chegar a PCDF.

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  8. É verdade, nem todos podem viajar. Ma uma mente criativa saberá, sim, inventar uma maneira de relaxar dentro da sua cidade. Cinema? Acampamento? Corridinha na rua? Na minha cidade há parques? Eu já os visitei? E um zoológico? Quem foi que ditou a regra que zoológico e parque de diversão são somente para crianças? O importante é se desligar Anônimo.

    E, desculpe-me pela demora em te responder. Boa sorte nos certames!!1 Lili

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