domingo, 11 de setembro de 2011

Treinamento Policial (TOAP), por Lili


 

Assim acordamos cedo com gosto. Digo isso porque turma do curso de TOAP - Técnicas Operacionais Policiais -, do mês de agosto de 2011, se voluntariou a participar. Estávamos na APC - Academia da Polícia Civil - em uma segunda feira bem cedo, para aperfeiçoarmos as técnicas utilizados no dia a dia de um “cana.”


 E o instrutor Dantas falou: “Quando estamos com uma arma alimentada nas mãos o diabinho atenta”, no sentido de que, num momento de distração, pode ocorrer um disparo acidental, enfatizando para as normas de segurança.



Confesso que no meu caso o “vermelhinho” intentou-me a não começar o curso:

A Academia é muito longe.

No meio desta seca?  Acho que vou morrer.

E ainda ter que trabalhar no período da tarde?

Mudar a cor dos joelhos para roxo;

Ralar os cotovelos;

Não tenho mais idade para isso e
blá-blá-blá...

A colega Sandra comentou que uma amiga viria para o curso, mas quando lembrou que teria que trabalhar à tarde, desistiu.

Pensando bem, os instrutores tinham operações e plantões e lá estavam, sempre atentos. Mas, quando a Aurilene, coordenadora do curso disse que, devido à mudança de sede da Academia, o próximo treinamento iria demorar, tudo me levou a, sim, querer participar. É seguro que, passada a seca, virá a chuva; depois final de ano ... carnaval ...




Um colega de seção comentou que há uma resolução do Ministério da Justiça afirmando que o tempo despendido em treinamentos deve ser considerado horário de trabalho.  Penso que esse tema enseja reflexões e iniciativas, pois essa benéfice - tanto paras os alunos quanto para os instrutores  -  aumentará a participação.


Os instrutores Zorato, Dantas, Da Mata, Alan e Eduardo, igualmente, o Israel e o Zedemar, do TIP, iniciaram as instruções, com a maestria típica da experiência e da dedicação à atividade policial.


O mestre ZORATO afirmou que o exercício de cumprimento de mandados em residências com resistência de meliantes seria o mais perigoso, devido ao risco de acidentes e seria o momento de aplicar todas as técnicas.


Sombrear um parceiro com arma carregada? Nem pensar, porque se fizesse, não tinha jeito, ficava na berlinda mesmo porque a turma toda pagava flexões.


“- Há alguém na turma inseguro para realização do exercício?” o instrutor fez a pergunta clássica, cuja resposta é sempre o silêncio.


O treinamento ainda mostrou que para nos aperfeiçoarmos na técnica não é necessário passarmos por situações vexatórias, como é praxe em treinamentos de algumas categorias.  Apesar dessa colocação, ouvi comentários no sentido de que os cursos na APC, de um modo geral, deveriam ser mais puxados (visão do colega, mas que merece nossa reflexão).


OBS 1  Poderíamos debater essa questão no comentário do Blog.

OBS2 Quem não sabe muito bem lidar com esse tal de blog: para deixar um comentário basta digitá-lo na caixa, escolher na guia “comentar como”, a opção “nome/URL”, depois escrever o nome (quem não tem URL, deixa em branco) e então clicar em publicar.


OBS 3 os “meninos” também são muito bem vindos ao Blog,  apesar de  eu assumir – depois que o colega Marcio observou - que nome o Blog está um tanto feminista.



Voltando ao TOAP

ALVOS DEVIDAMENTE FURADOS, adrenalina da trupe no alto.

Ir para casa? Ainda não.


Na APC/DF há a cerimônia de encerramento. A colega que seria a oradora faltou, devido a uma operação em sua base, então a coordenadora pediu-me para assumir o ofício. Esquivei-me dizendo que era afeita à palavra escrita e não à falada. E, na velocidade que é digna da fuga, indiquei o colega Cavalcante, o único Delegado do curso. Talvez por isso, ele não titubeou em dizer que eu é que deveria representar a turma.

Falei que a nossa jornada estava cumprida. Agradeci a iniciativa da Academia de nos proporcionar um curso no qual nos inscrevemos como voluntários, enfatizando que é diferente acordar cedo para realizar um treinamento escolhido por nós. Em seguida, afirmei que os instrutores, para mim, não eram professores, tampouco instrutores, mas sim verdadeiros anjos da guarda, tanto para nós, durante os treinamentos com tiro real, quanto para os cidadãos, devido nossa futura atuação responsável nas ruas.

Queria falar um pouco mais, fazer uma pilhéria, mas deu o branco, típico de quem não é acostumado ao microfone...

Faltou falar, me solidarizando ao desabafo do mestre Dantas, no sentido de que o policial que afirma aos colegas que as técnicas do TOAP não são aplicáveis na vida prática, é um irresponsável. Corremos o risco desse mantra ir se repetindo como  nas melhores técnicas de propaganda sem se saber, por fim,  sequer seu significado. Entendo que o policial inseguro em sua atuação, acabará imitando colega do lado. E no TOAP, aprendemos que cada qual numa equipe assume uma função.

FOFOCAS

-  O mestre Da Mata contou-nos que um dos instrutores, no horário de descanso do curso de formação, permanecia no dojô treinando seus mil tiros diários. Isso mesmo, 1.000 tiros a seco!

- Fiquei sabendo também que mulher não entra no DOE porque não dá conta do teste físico.


Além da técnica, foi bacana a troca de experiência, agregamos dicas quanto ao comportamento e à escolha dos equipamentos:



- Calça justa não combina com operações, bolsos folgados são essenciais;

- Lanternas pedem pilha extra;

- Uma faca ou canivete pode ser essencial. Já pensou, libertar um refém com as mãos amarradas com corda de varal, com emissoras filmando, e nenhum policial poder com presteza libertar a vítima?

- Salto-alto e brinco de argola também não combinam com operações policiais;

- Energia é essencial e não deve ser gasta sem necessidade, se der para não pular o muro, melhor;

- Verbalização em abordagem deve ser combinada e executada por apenas um policial;

- equipamento não se empresta, senão o outro não irá compor o próprio material. Foi mal colega Ribeiro, nessa época eu já havia emprestado sua lanterna...


O MURO

Turma reunida em frente a um robusto muro de concreto, construído exatamente para o treinamento. Papo vai, papo vem, e não deu tempo de pularmos o muro. Acho que só não deveria pular quem não se sentisse seguro para tanto. Depois soube que já houve ligamento de joelho rompido no exercício, daí a parcimônia.


Menção especial à xerife da turma, a Kátia, que em nenhum um dia deixou de nos proporcionar fita crepe, pinceis e sempre nos lembrava de assinar a esvoaçante lista de chamada.

O instrutor Alan falou que éramos vencedores por concluirmos o curso. Os mestres é que são porque nada passou despercebido aos seus olhos; eles possuem  conhecimento técnico surpreendente e sabem ser modestos ao transmiti-lo; obtiveram a participação da turma e corrigiram nossos vacilos.


Responsabilidade, atenção aos fundamentos da técnica, coleguismo e respeito às normas de segurança foi a verve da turma de
TOAP,  agosto de 2011.

Lili



trupe (francês troupe)s. f.1. Grupo de artistas que actuamatuam em conjunto. = companhia

verve (palavra francesa) s. f.1. Imaginação viva.2. Vivacidade ao escrever, falar ou conversar.

berlinda Figurado estar na berlinda: chamar a atenção sobre si.

titubear -

v. intr.1. Falar hesitando (por não saber o que dizer ou para não se contradizer).2. [Figurado] [Figurado] Vacilar, hesitar.

35 comentários:

  1. Bom texto... depois vou escrever pra vc sobre a posição do curso ser mais puxado, sobretudo no inicio...

    Por ora fica a questao: para mim, o TOAP também tinha que ser obrigatório e como horario de trabalho. Digo isso pq sei de canas que estão há 5 anos sem dar um único tiro sequer, nem sabem se a arma funciona.

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  2. Oi Vitão! Que bom vê-lo aqui no primeiro comentário. Uau é muito tempo sem treinamento... a corporação precisa rever isso mesmo.
    Escreve sim sobre a posição do curso ser mais "hard core"... ah sim, quase coloquei seu nome ali na afirmação do texto, mas como você não tinha me autorizado...????

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  3. Olá querida!

    Estou impressionado com a sua força de vontade em participar voluntariamente de um curso que não aumenta a remuneração. Essa capacitação profissional deveria ocorrer no horário de trabalho, com revezamento dos agentes pra nao atrapalhar o expediente policial. Deveria sempre ocorrer essa "reciclagem" e remunerada de preferência

    A questão é que foi um curso VOLUNTÁRIO! é diferente de uma convocação operacional em dia de folga ou ocorrida durante a noite e a madrugada, o que na minha opinião incidiria o adicional noturno e as horas extras

    Quero saber se na acadepol vc aprende a derrubar portas?? rsrrs

    Mesmo sem treinamento a policia deve dá muito trabalho a bandidagem, quando a casa cai não tem jeito!!!

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  4. Lili,
    parabéns pelo texto.
    Que bom que vc participou, imagino que qdo for minha vez vou querer fazer a maioria
    :>
    Um bjo

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  5. Lili,

    Ai! que saudade do curso... é ralado, cansativo mas é bom... bjs, Paty.

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  6. Parabéns pela matéria Lilian, lembrando que é a rotina que mata o policial. Além de anos sem treinamento, as vezes ficamos muito tempo sem manutenir corretamente nossas armas.

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  7. O conhecimento não deveria ser tratado como uma propriedade. Temos a obrigação de transmití-lo aos interessados. Parabéns pela divulgação de uma ferramenta, que pode ajudar o policial a voltar para casa!

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  8. Oi Lili, podia ter colocado, tem problema não. Essa questão de ficar muito tempo sem treinamento é desleixo mesmo. A academia tá lá, não custa nada tirar uma graninha do bolso, comprar 50 munições e praticar um pouco.

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  9. OlÁ Dr Lázaro,gostei da sua visão, ao que tudo indica, de um advogado, acertei?
    Rs Também aprendemos a entrar quando não somos convidados, mas só com a negativa ou em situação flagrancial. Abraços e até mais ver.

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  10. Regina a polícia precisa de pessoas animadas e dispostas como vc. Como vão os estudos? Aquele abraço. Tudibom.

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  11. Pois é Paty, deu para rememorar um "cadinho" para mim fpoi muito bom "refazer" o TOAP. Beijo amiga querida e parceira do Blog! E aí já pintou a ideia da próxima postagem?

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  12. Primo Emídio, para mim, é o Junior mesmo rs. Quem diria nós policiais. Grata surpresa seu comentário no Blog. E se quiser escrever ou dar ideia de um "causo" policial já está convidado... acredito que tem muitos... Eu fui uma que fiquei um bom tempo sem treinar, estava numa seção mais tranquilinha e relaxei, mas agora não dá para ser relapsa mais...

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  13. Querido instrutor Dantas, e vc sabe faser isto como ninguém: a transmissão do conhecimento.
    Perspicaz sua colocação no sentido de que o TOAP pode ajudar a voltarmos para casa uauauau
    Acho que essa matéria merecia ir pra a revistinha do Sinpol, no sentido de ser um estímulo a galera a participar dos cursos. Que pensa? Conhece alguém lá? Abração

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  14. Vitão acho que às vezes a demora em treinarmos é desorganização mesmo. Porque ninguém tá afim de ir só, e, às vezes não comseguimos juntar mais interessados... aí vamos empurrando... E vc já percebeu como tempo voa? Aliás eu tenho um tantão de mun... para gastar... vamos organizer um treinamento?

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  15. Ue, no dia que quiser ir lá na APC só falar... eu to meio quebrado ainda, acho que em outubro devo estar com a mão melhor já... a gente pode marcar sim, a Regina tava querendo ir também, conhecer vocês, qualquer coisa a gente marca.

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  16. JÓIA VITÃO A GENTE VAI SE FALANDO... AGORA ME DESEJE BOA VIAGEM PORQUE AMANHÃ FAREI MINHA PRIMEIRA VIAGEM DE TRABALHO. VOLTO NA SEX. ABRAÇO.

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  17. Opa, beleza... boa viagem aí então, que tudo dê certo na missão. Depois se tiver o contato de email do Prof Dantas, me passe, para eu sanar uma dúvida com ele.

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  18. Bom dia

    Seria interessante vc providenciar essa documentação comprovando que trabalhou em horario de folga e horario noturno e depois quando se aposentar ajuizar uma ação pleiteando estes direitos. Ouvi falar que policial se aposenta com 25 anos de serviço, por conta da periculosidade do cargo.

    srrs adorei vc mencionar a palavra "convidados", esse site vai esclarecer várias dúvidas que tenho sobre a polícia. Em breve colocarei no meu blog um artigo que estou fazendo que revolucionará o Direito Brasileiro.

    A senhorita é bem moderna Lili. fui la no seu outro blog e te vi, tem um olhar penetrante, qual bandido nao teria medo? Seu marido deve te temer e respeitar muito ne não? kkk

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  19. Lili,

    cá estou eu, uma psicanalista, lendo um blog de 'canas' e adorando! Mas, vamos lá: também sou ex-jornalista e te afirmo que se você realmente quiser publicar uma matéria na Tribuna, basta descobrir o contato da Tatiana Drumond (coisa que para um cana não é difícil fazer...) e mandar um e-mail para ela. TODO house-organ, que seja digno deste nome, tem um espaço para boas matérias! E as de vocês são ótimas!!!

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  20. Olá, descobri por acaso o blog de vcs...achei muito interessante e recomendo...huahauhau parabéns e continue assim. Abraços!

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  21. Puxa que bacana termos um Papa Mike aqui no Blog, volte sempre. Trabalhei em plantão um bom tempo e sempre admirei o trabalho e dedicação dos Mikes. Até máis!

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  22. Nossa Fernanda, que honra para nós uma jornalista e psicanalista curtindo o bloguinho. Olha amei sua dica e irei pesquisar o contato para publicarmos a matéria na Tribuna Policial sim. Nós nos conhecemos no lançamento do livro de Daniel, não é memso?
    Aproveitando a deixa, a Tatiana Drumond faz o que mesmo lá no SINPOL?

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  23. Lili,

    Sim, nós nos conhecemos no lançamento do Daniel. Mas eu hoje, graças a Deus!(rss) sou 'só' psicanalista... Mas a Tatiana Drumond é a jornalista responsável pelo Tribuna e, portanto, 'a dona da bola' (rss). Não, eu não a conheço, mas qdo vi o seus comentário no post, fui olhar no site do SINPOL para ver se poderia te ajudar... infelizmente só dando a dica de como é o funcionamento de house-organs.

    Seu blog está no meu favoritos desde aquela época: gostei mesmo!!!

    Bjs

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  24. Fernanda, agora captei sua mensagem rs. Vou entraar em contato e muitíssimo obrigada pela dica. Beijo. Tudibom.

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  25. Parabéns Lilian pelo belo texto. O equipamento é realmente necessário, pois só no momento da ação e que percebemos o quanto eles são úteis. Muitos de nós, as vezes por preguiça "esquecemos" nas gavetas e em "casa", algemas, lanternas (não basta ter uma), caneta bloco de anotação, luvas etc. Sei que você irá se equipar após o TOAP.
    Continue assim sendo um exemplo para as demais agentes femininas, que em algumas ocasiões se escondem na feminilidade para evitarem executar determinadas tarefas policiais.
    Abraços
    Ribeiro (P6)

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  26. Quanto ao horário dos cursos na APC, sou de opinião que deveriam ser período integral, pois os/as policiais se desligariam do seu dia-a-dia nas DPs e aproveitariam muito mais os cursos, principalmente os operacionais. Acredito também que a reciclagem deveria ser obrigatória, pelo menos a cada 2 anos.

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  27. Oi Ribeiro é bom ter a participação de um "mestre" intrutor do APC aqui no Blog. Sobre trinamento em tempo integral ainda estou aqui pensando se daria conta...pensando bem uma semana com fora da rotina voa, não é mesmo?

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  28. Boa noite, sou PC do Rio de Janeiro e estou indo fazer esse mesmo curso agora em outubro, especificamente qual é o cronograma do curso? vi algumas fotos de tiro embarcado, tiro estático, soube que tem tiro com baixa luminosidade e técnicas de cumprimento de mandado de prisão e busca e apreensão, que outras técnicas policiais são abordadas, tem progressão em área de risco, CQC... poderia me informar? Obrigado e Parabéns pelo Blog!!!

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  29. Oi Renato. Sou apaixonada pela sua cidade, morei treze anos aí. Quanto ao curso, ao menos no que participei, não há progressão em área de rsico. No mais, tem tudo que vc falou e mais um pouco... espero que goste. Obrigada pela visita ao Blog. Até breve e bom treinamento!

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  30. Renato Wagner

    É muito bom ter colegas de outros Estados participando... tentei te responder já a algum tempo, mas com problemas na rede não foi possível.

    O curso é intenso e cansativo, mas vale a pena...você vai relembrar a desmontagem, limpeza e montagem de sua arma. Vai praticar tiro parado, saque rápido, de precisão, com progressão, com desembarque, com situação de pane, com troca de carregador e com parceria.

    Fará invasão com equipe em ambiente fechado, aprenderá o uso tático de lanternas e tiro noturno; fará imobilização técnica com algemas e muito mais! aproveite... Paty.

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  31. Excelente iniciativa Lili. Desejo muito que os demais policiais acompanhem seu blog, pois percebi nele mais uma fonte motivadora para o amor a nossa árdua profissão.
    Lidenberg DRFV

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  32. Oi Lindemberg, esse texto foi escrito para você também, que é instrutor da APC. Que bom que estamos motivando... Ser "cana", como você mesmo disse, é uma árdua missão.

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  33. Oi , quando entramos no curso, quanto se paga por mes? ou não se paga? tem bastante mulher que faz o curso ? :*

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  34. Olá, Manuele. Não paga nada para participar do curso. Acho que uns 30% dos participantes são mulheres.
    Abraço, Lili

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  35. ooi, assim, dps qe fis a prova, demora muito para chamarem os qe passaram pra segunda etapa ?

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